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Convivência

"Não quero ir": o que fazer quando a criança resiste a ir para a outra casa

Chega a hora da troca e a criança diz: "não quero ir". Para quem entrega, a cena aperta o coração; para quem recebe, pode parecer uma rejeição. Na maior parte das vezes, a resistência fala de uma despedida difícil ou de uma mudança de rotina, não de quem está certo. O que ajuda é acolher o sentimento, manter o combinado com calma e conversar depois, entre os adultos.

Por Equipe Parenzo4 min de leitura

Capa do carrossel: "Não quero ir." E agora? Quando a criança resiste a ir para a outra casa.

Resistir na troca é comum

Despedir de uma casa para ir para a outra mexe com a criança, mesmo quando as duas casas vão bem. Os motivos variam: a despedida em si, uma mudança de rotina, um amigo que ficou, uma atividade que ela não quer perder ou algo que a incomoda. Um "não quero" na porta não é um veredito sobre nenhum dos responsáveis: é um sinal de que a criança está sentindo algo e precisa de ajuda para atravessar a troca.

Na hora da troca: acolha e siga o combinado

EviteEntão fica, não precisa ir.

PrefiraEu sei que despedir é difícil. No domingo a gente se vê, e você me conta tudo.

EviteVocê vai, e acabou.

PrefiraPode ficar triste. Vou te dar um abraço e você leva o seu coelho.

Negociar o combinado na porta costuma deixar a despedida mais longa e mais pesada. Pressão também não ajuda. A calma do adulto que entrega, uma despedida curta e um tom carinhoso ajudam a criança a se acalmar.

Depois da troca: pergunte com calma

  • Escolha outro momento, sem pressa: na hora de dormir ou num passeio. Nunca no meio da troca.
  • Faça uma pergunta aberta, como "como você está se sentindo com as trocas?".
  • Escute sem interrogar sobre a outra casa e sem pedir detalhes.
  • Não fale mal da outra casa: a criança não precisa escolher um lado.

Entre os responsáveis: alinhar, não acusar

A conversa sobre a resistência é entre os adultos, sem a criança ouvindo. Cada um conta o que percebeu, com fatos e sem procurar culpados. Juntos, vocês podem testar o que deixa a troca mais leve:

  1. Um horário mais tranquiloLonge da correria, da fome e do sono.
  2. Uma despedida curtaUm ritual simples e sempre igual, combinado nas duas casas.
  3. O objeto de confortoO bichinho, o travesseiro ou o cobertor vai e volta na mochila.

Combinem também

  • Como falar da troca com a criança, do mesmo jeito nas duas casas.
  • Um ritual de despedida curto e combinado.
  • O que vai e volta na mochila, como o objeto de conforto.
  • Como avisar o outro responsável quando a troca foi difícil.
  • Quando buscar ajuda profissional, juntos.

Para o outro lado da troca, veja como receber a criança quando ela volta da outra casa e como deixar a entrega e a busca mais tranquilas. Se a resistência começou com uma mudança, veja também a casa nova depois da separação.

Perguntas frequentes

É normal a criança não querer ir para a casa do outro responsável?

Resistir na hora da troca é comum e pode ter vários motivos, como a despedida, a mudança de rotina ou uma atividade. Se a recusa se repete, vem com medo ou com mudança grande de comportamento, converse com o pediatra ou com um psicólogo.

Devo deixar a criança ficar quando ela diz que não quer ir?

Na hora da troca, o melhor costuma ser acolher o sentimento e manter o combinado com calma. Se a convivência precisa mudar, isso é conversado entre os responsáveis e, quando há acordo homologado, ele vale primeiro. Se houver sinal de risco ou violência, a proteção da criança vem primeiro.

Como perguntar à criança por que ela não quer ir?

Escolha outro momento, sem pressa, e faça uma pergunta aberta, como "como você está se sentindo com as trocas?". Escute sem interrogar sobre a outra casa e sem pedir que ela escolha um lado.

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