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Convivência

A volta da casa do outro: como receber a criança nos primeiros 30 minutos

A criança chega da outra casa e, de repente, está agitada, calada ou chorosa. Quem recebe costuma se perguntar o que aconteceu por lá. Na maior parte das vezes, a resposta é mais simples: voltar também é uma troca de casa, de regras e de pessoa, e toda troca cansa. Os primeiros minutos da chegada ajudam muito a criança a se reencontrar com a rotina.

Por Equipe Parenzo3 min de leitura

Capa do carrossel: A volta da casa do outro, com um roteiro de exemplo dos primeiros 30 minutos da chegada.

Por que a chegada cansa

Mesmo quando a convivência vai bem, a criança deixa para trás uma casa, um quarto, um jeito de fazer as coisas e uma pessoa de quem gosta. Na chegada, ela precisa de um tempo para trocar de ritmo. Agitação, silêncio ou choro nesse momento muitas vezes fazem parte dessa transição e não são, sozinhos, uma notícia sobre a outra casa.

Os primeiros 30 minutos

  1. Receba com calmaUm abraço e um "que bom te ver". Atraso ou recado para o outro responsável ficam para depois, longe da criança.
  2. Primeiro o corpoÁgua, lanche, banho. Fome e sono deixam qualquer emoção maior.
  3. A mochila esperaDesfazer a mochila junto, sem pressa, ajuda a criança a voltar para o lugar dela na casa.
  4. Um tempo livreBrincar, desenhar ou ficar quieta. Nem toda chegada precisa de conversa.
  5. Conversa, se ela quiserAbra espaço para ela contar, sem transformar a conversa em relatório da outra casa.

Troque o interrogatório por espaço

EviteO que vocês fizeram? Quem estava lá? Deixaram você dormir tarde?

PrefiraQuer me contar uma coisa boa do fim de semana? Se não quiser agora, tudo bem.

EviteLá pode tudo, né?

PrefiraAqui a regra é essa. Lá vocês combinam do jeito de lá.

Perguntas em sequência fazem a criança sentir que precisa escolher o que contar e o que esconder. Quando ela trouxer algo difícil, escute, agradeça a confiança e converse depois com o outro responsável, sem colocar a criança no meio. Veja também frases para não dizer do outro responsável na frente do seu filho.

O que combinar entre as duas casas

Combinem também

  • Um horário de troca que respeite o sono e as refeições.
  • O que avisar na entrega: remédio, febre, algo da escola ou do dia.
  • O que vai e o que volta na mochila.
  • Recados da escola por escrito, nunca pela criança.
  • Um ritual de chegada em cada casa, do jeito de cada uma.

O que precisa ser parecido nas duas casas (sono, tela, lição) se combina entre os adultos. Veja como combinar regras parecidas nas duas casas.

Perguntas frequentes

É normal a criança voltar agitada da casa do outro responsável?

Muitas vezes, sim. Trocar de casa muda a rotina, as regras e a pessoa que está com ela, e a chegada costuma ser o momento em que esse cansaço aparece. Se algo se repete ou te preocupa, converse com o outro responsável e, se precisar, com o pediatra ou um psicólogo.

O que perguntar para a criança quando ela volta da visita?

Prefira um convite aberto, como "quer me contar uma coisa boa do fim de semana?", e aceite se ela não quiser falar agora. Evite perguntas em sequência sobre quem estava lá e o que foi permitido.

Como responder quando a criança diz que na outra casa pode?

Responda pela sua casa, sem falar do outro lado: "aqui a regra é essa". O que precisa ser parecido nas duas casas é combinado entre os responsáveis, não com a criança.

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