Por que a chegada cansa
Mesmo quando a convivência vai bem, a criança deixa para trás uma casa, um quarto, um jeito de fazer as coisas e uma pessoa de quem gosta. Na chegada, ela precisa de um tempo para trocar de ritmo. Agitação, silêncio ou choro nesse momento muitas vezes fazem parte dessa transição e não são, sozinhos, uma notícia sobre a outra casa.
Os primeiros 30 minutos
- Receba com calmaUm abraço e um "que bom te ver". Atraso ou recado para o outro responsável ficam para depois, longe da criança.
- Primeiro o corpoÁgua, lanche, banho. Fome e sono deixam qualquer emoção maior.
- A mochila esperaDesfazer a mochila junto, sem pressa, ajuda a criança a voltar para o lugar dela na casa.
- Um tempo livreBrincar, desenhar ou ficar quieta. Nem toda chegada precisa de conversa.
- Conversa, se ela quiserAbra espaço para ela contar, sem transformar a conversa em relatório da outra casa.
Troque o interrogatório por espaço
EviteO que vocês fizeram? Quem estava lá? Deixaram você dormir tarde?
PrefiraQuer me contar uma coisa boa do fim de semana? Se não quiser agora, tudo bem.
EviteLá pode tudo, né?
PrefiraAqui a regra é essa. Lá vocês combinam do jeito de lá.
Perguntas em sequência fazem a criança sentir que precisa escolher o que contar e o que esconder. Quando ela trouxer algo difícil, escute, agradeça a confiança e converse depois com o outro responsável, sem colocar a criança no meio. Veja também frases para não dizer do outro responsável na frente do seu filho.
O que combinar entre as duas casas
Combinem também
- Um horário de troca que respeite o sono e as refeições.
- O que avisar na entrega: remédio, febre, algo da escola ou do dia.
- O que vai e o que volta na mochila.
- Recados da escola por escrito, nunca pela criança.
- Um ritual de chegada em cada casa, do jeito de cada uma.
O que precisa ser parecido nas duas casas (sono, tela, lição) se combina entre os adultos. Veja como combinar regras parecidas nas duas casas.










